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Mundo virtual...

Mundo virtual...
Sabe o que acho? Há muita gente querendo comprometimento e não se comprometendo com nada — não apenas aqui no mundo virtual, mas na vida em geral. Eu sou livre; eu vou, caminho constantemente, esquivando-me do medo e até mesmo da minha própria leviandade. Quando me desprendo, costumo não mais voltar. Gosto do natural, daquilo que vem e fica o tempo que tem que ficar.
Não pertenço ao mundo virtual, não pertenço ao mundo e às suas filosofias; eu pertenço a mim mesma. Se pensarmos pelo lado solitário das pessoas, pelo lado de viver apenas em um mundo virtual, esquecendo-se da vida lá fora, a filosofia do não comprometimento seria óbvia. É do ser humano fugir, se anular, se isolar por medo.
Se as pessoas não se comprometem nem consigo mesmas, quem dirá aqui? Quem dirá em um mundo virtual?
O bom de tudo são as pessoas que não se corrompem. O bom desse mundo virtual são os muitos amigos que a gente pode fazer. Porque, em tudo, sempre teremos os dois lados da moeda; sempre haverá o que é belo e o que é desumano — e isso a gente encontra em todo lugar.
(Rosi Alves)
Ano 2014

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