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Caminhos

Não se preocupe, apenas siga seu caminho.
Se eu calar, é porque está doendo demais,
e sei que você não é mais parte disso.
(Rosi Alves)

2012

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Não seja banal

Não existe maior banalidade do que a de uma pessoa que diz ser “de verdade”, não em uma poesia ou em um pensamento, mas no seu dia a dia. Quer afirmar, quer se autointitular. Preste atenção: exemplo não é o que você diz ser, e sim o que você faz. Quantas vezes você disse odiar e só fez o bem? Assim também ocorre o contrário. Porém, no fim, tudo o que fazemos de mal ao nosso semelhante, pagamos aqui. Então, pense bem antes de dizer: “sou amigo”, “sou assim”, “sou assado”. Seja sincero, pois nem você sabe quem você é. Rosi Alves

Reencontro...

Aquele dia em que tudo parecia normal, a panela de pressão apitava a todo vapor. A cisma de tornar tudo mais leve fez com que ela seguisse até uma birosca para comprar seu vício: uma cervejinha para acabar aqueles afazeres. A vida sendo uma constante poesia aos olhos dela, o sol sempre brilhava mais forte. A contestação da aceitação também sempre a acompanhou: “ele não gosta de mim”, entre flores no caminho, ela nunca soube lidar com a rejeição. Ela brinca com essa dor antiga, faz artimanhas, sobrevive abreviando a solidão. No meio do caminho, o passado resolveu dar as caras, assim, sem dó nem piedade. É por essa razão que ela nunca gostou de deixar nada mal resolvido. A vida põe sempre na mesa as cartas perdidas; o vento sempre sopra, tirando a poeira encalacrada na dor de alguém. De um lado, alguém está bem; do outro, existe o que não entendeu o adeus a sangue frio. A distância de anos foi sugerida, aparentemente era o certo a ser feito. Sabe aquele “certo” feito de maneira errada?...

Pessoas...

Há pessoas que amo de graça e outras que nem de graça dá para amar. (Rosi Alves) Foto autoral Sepetiba Rio de janeiro